terça-feira, 26 de julho de 2011

Anjinho +.+



    Um dia, uma pessoa à qual chamei de meu “Anjinho” caiu do céu, lá do alto das estrelas mais brilhantes, levemente pousando no chão mulhado pela chuva miudinha que caíra na noite passada. Vivia por perto, convivia com pessoas do meu conhecimento... Fomos apresentadas, no meio de uma imensidão de pessoas, trocámos pensamentos. Ao longo do tempo, fomos aproximando-nos sem saber, encontrámos pontos em comum, partilhámos histórias de vida e segredos profundos.
    Vivenciámos momentos que jamais serão esquecidos! Sorrimos, muito gargalhamos e também choramos… Tornámo-nos inseparáveis…
    Cada vez que trocávamos olhares pelas ruas, por vezes desertas, corríamos numa alegria, para um abraço denso que sabíamos que nos esperava todos os dias… Tivemos os nossos arrufos, mas jamais nos tínhamos separado de tal forma… No entanto, alguém conseguiu passar por cima de todas as nossas promessas! Separaram-nos, esse alguém conseguiu o que quis e não fizemos nada para o modificar, erramos!
    Mas, e como há sempre um “mas” nas histórias reais, apercebi-me que nada se perde e jamais se separa, sendo algo verdadeiro! Aliás, se pensarmos bem nada se separa de verdade. É impossível separar o norte do sul, pois num certo ponto encontram-se sempre; é impossível separar um filho de uma mãe, por mais que um cordão umbilical seja cortado; é impossível separar o céu da terra, pois se olharmos o horizonte, estes encontram-se sempre; (…)
    Podia descreve-la com mil e um adjectivos positivos, mas todos estes descreveriam “nada” acerca do quão esta pessoa é especial e única!
    Numa noite de festa, sob um céu estrelado e o som do mar ao romper sobre a areia, com a abstracção de tudo o que existia ao redor, de toda a euforia das pessoas que dançavam há porta de um bar perturbantemente cheio tal como uma pequena caixa de fósforos, da música que soava e fazia eco dentro de todos nós e dos corpos que se balançavam ao som desta mesma música, houve uma troca de palavras, um diálogo curto depois de meses sem um único contacto. Algo que nos levou a uma reaproximação e a provar de que tudo é absolutamente inseparável!
   Recordámos, conversas, momentos passados, revivemos cada palavra, cada expressão, sorrimos, beijamos as faces e mergulhamos num abraço profundo.
   Aquele, ainda era o “Anjinho” que um dia eu conhecera… Dou graças a deus, pelo facto de o orgulho não nos ter consumido e agora que te tenho, jamais te vou largar, eu juro! Foste, és e para sempre serás aquela pessoa com quem partilhava tudo, com quem vivi todas as loucuras possíveis e imaginárias. Foste, és e para sempre serás, o meu “Anjinho”.
   Como sempre disse: “És a minha droga, pois estou viciadíssima em ti!”
             - Um beijinho enorme há pessoa que um dia eu chamei de Melhor Amiga, Soraia Airoso Rodrigues Oscoy Fox.

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