Num destes dias, sentada num banco de jardim perto da estrada… À minha frente existia uma estrada bastante recta que se prolongava e que terminava numa interessante rotunda. Podia ver uma paragem de autocarros e um parque de estacionamento. Ao meu redor existiam vários prédios de várias tonalidades e feitios. As luzes dos candeeiros ainda permaneciam acesas da noite que passara. Do meu lado esquerdo existia um café e um pequeno mercado. O ar ainda estava húmido e o chão molhado da humidade que se pusera, sentia-se o cheiro da brisa do mar e ao longe ouviam-se o romper das ondas e o “grito” das gaivotas. Preparava-se um dia maravilhoso, não existiam nuvens a parar no céu alaranjado, enquanto o sol se erguia muito brilhante e ofuscante, mostrando o seu esplendor, transmitindo uma grande energia.
Permaneci ali, de pernas cruzadas com um bloco pousado à minha frente e de caneta na mão, observando…
Fui-me apercebendo das pessoas que iam nessa rua, gradualmente o número de pessoas ia aumentando. Algumas esperavam na paragem de autocarros, que este por ali passasse, certamente para dar inicio a mais um dia de trabalho; outras pessoas dirigiam-se para perto do pequeno mercado, esperando que aquelas duas grandes portas se abrissem dando-lhes permissão a entrar e a encher os seus cestos de compras com produtos certamente com a finalidade de encher os armários lá de casa ou para o almoço em família de Domingo ou até mesmo para a mesa de aniversario de um dos familiares. Por outro lado, algumas pessoas sentavam-se tranquilamente e comodamente no simpático café, faziam o pedido e pegavam no jornal analisando-o muito bem, como se fossem ali ficar eternamente.
Tal como as pessoas, os carros também foram surgindo ocupando aquelas estradas, exibindo cada personificação. De todas as marcas e modelos, cada um ao seu ritmo, cada um com o seu destino!
Ouvia-se o som destas tecnologias, os passos das pessoas e os sons distorcidos das suas conversas, ouviam-se os latidos dos cães que passavam, alguns que vagueavam apenas, outros que passeavam os seus donos, o som da maquina registadora do pequeno mercado, as gargalhadas das crianças que passavam correndo na frente das suas grandes famílias, as portas dos prédios ao serem abertas e o pequeno ruído ao fechar, estores a subir e pequenos zumbidos de insectos voadores.
A brisa trazia o odor a orvalho da manhã, à erva cortada, às flores dos canteiros e trazia também o cheiro bom dos pequenos-almoços, acabados de preparar, que se escapava pelas janelas entreabertas.
Finalmente, o autocarro leva as pessoas cansadas de esperar. As compras são terminadas, sendo agora levadas em frágeis sacos de plástico. O jornal parece ter perdido o interesse.
E este espectáculo repete-se até que anoiteça e parece que o mundo pára, sendo esta situação quebrada apenas por um grupo de pessoas que, ocasionalmente, passa sobre efeitos do álcool ou por um carro que passa a maior velocidade.
Tanto aconteceu, tantos pormenores poderiam ter sido registados nesta realidade que é o dia-a-dia. Com o regresso às aulas e com a reflexão nestas mesmas, pergunto: Será que alguém mais parou para pensar nisto?
Porquê? Uma rotina tão elaborada em função de quê? Será que sempre foi assim? Se não, porque mudou? Porque têm os nossos dias esta pequena ordem? Por que é seguida por todos?
Afinal, a conclusão que tiro é apenas de que, tanto humanos como animais, mesmo com as suas diferenças, procuram a sobrevivência à sua maneira. O Homem tenta encontrar o sentido da sua existência e qual a sua função. Provavelmente nem toda a sua espécie o faz, limita-se a seguir esta rotina sem se questionar, outros gostariam de o saber mas pouco ou nada pensam a cerca deste tema tão polémico, enquanto que o animal não é racional a este ponto.
Então, pergunto-me ainda: Será que um dia iremos conseguir abrir os nossos horizontes ao ponto de ensinar as gerações seguintes a olhar em redor com outros olhos? Com olhos de ver!? Para uma outra realidade? Aprenderão a procurar respostas por si próprias?
Eu realmente gostaria de acreditar que sim.
Permaneci ali, de pernas cruzadas com um bloco pousado à minha frente e de caneta na mão, observando…
Fui-me apercebendo das pessoas que iam nessa rua, gradualmente o número de pessoas ia aumentando. Algumas esperavam na paragem de autocarros, que este por ali passasse, certamente para dar inicio a mais um dia de trabalho; outras pessoas dirigiam-se para perto do pequeno mercado, esperando que aquelas duas grandes portas se abrissem dando-lhes permissão a entrar e a encher os seus cestos de compras com produtos certamente com a finalidade de encher os armários lá de casa ou para o almoço em família de Domingo ou até mesmo para a mesa de aniversario de um dos familiares. Por outro lado, algumas pessoas sentavam-se tranquilamente e comodamente no simpático café, faziam o pedido e pegavam no jornal analisando-o muito bem, como se fossem ali ficar eternamente.
Tal como as pessoas, os carros também foram surgindo ocupando aquelas estradas, exibindo cada personificação. De todas as marcas e modelos, cada um ao seu ritmo, cada um com o seu destino!
Ouvia-se o som destas tecnologias, os passos das pessoas e os sons distorcidos das suas conversas, ouviam-se os latidos dos cães que passavam, alguns que vagueavam apenas, outros que passeavam os seus donos, o som da maquina registadora do pequeno mercado, as gargalhadas das crianças que passavam correndo na frente das suas grandes famílias, as portas dos prédios ao serem abertas e o pequeno ruído ao fechar, estores a subir e pequenos zumbidos de insectos voadores.
A brisa trazia o odor a orvalho da manhã, à erva cortada, às flores dos canteiros e trazia também o cheiro bom dos pequenos-almoços, acabados de preparar, que se escapava pelas janelas entreabertas.
Finalmente, o autocarro leva as pessoas cansadas de esperar. As compras são terminadas, sendo agora levadas em frágeis sacos de plástico. O jornal parece ter perdido o interesse.
E este espectáculo repete-se até que anoiteça e parece que o mundo pára, sendo esta situação quebrada apenas por um grupo de pessoas que, ocasionalmente, passa sobre efeitos do álcool ou por um carro que passa a maior velocidade.
Tanto aconteceu, tantos pormenores poderiam ter sido registados nesta realidade que é o dia-a-dia. Com o regresso às aulas e com a reflexão nestas mesmas, pergunto: Será que alguém mais parou para pensar nisto?
Porquê? Uma rotina tão elaborada em função de quê? Será que sempre foi assim? Se não, porque mudou? Porque têm os nossos dias esta pequena ordem? Por que é seguida por todos?
Afinal, a conclusão que tiro é apenas de que, tanto humanos como animais, mesmo com as suas diferenças, procuram a sobrevivência à sua maneira. O Homem tenta encontrar o sentido da sua existência e qual a sua função. Provavelmente nem toda a sua espécie o faz, limita-se a seguir esta rotina sem se questionar, outros gostariam de o saber mas pouco ou nada pensam a cerca deste tema tão polémico, enquanto que o animal não é racional a este ponto.
Então, pergunto-me ainda: Será que um dia iremos conseguir abrir os nossos horizontes ao ponto de ensinar as gerações seguintes a olhar em redor com outros olhos? Com olhos de ver!? Para uma outra realidade? Aprenderão a procurar respostas por si próprias?
Eu realmente gostaria de acreditar que sim.

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