quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sociedade Ideal, Será Possivel?

   
      Decidi pensar um pouco acerca do que poderia ser uma Sociedade Ideal... Sociedade, com base na minha pesquisa, pode ser vista como um grupo de pessoas semelhantes entre si ou com um objectivo comum...      Bom, creio que não posso caracterizar uma Sociedade Ideal ou Perfeita, sem ter noção do significado da palavra “perfeição”. De acordo com o dicionário, a definição de “perfeição” é algo sem qualquer falha ou defeito, com o nível mais elevado numa escala de valores, o grau máximo a que uma coisa pode chegar… Acredito que a ideia de “perfeição” se desenvolve na nossa mente há medida que o tempo passa e crescemos a nível psicológico e espiritual. Por tanto, é uma certeza que, esta ideia difere de pessoa para pessoa, pois o que é uma falha ou um defeito para mim pode não ser para uma outra pessoa… Então, o que se segue é apenas a minha perspectiva acerca deste tema.
      Sempre ouvi dizer que o ser humano não é perfeito, sendo assim, penso que não consegue criar algo que seja completamente perfeito, que não tenha falhas ou consequências… Uma sociedade ideal ou perfeita, a meu ver, seria aquela em que não existiria: egoísmo, preconceito, racismo, xenofobia, cinismo, falta de civilização, falta de educação, egocentrismo, falta de honestidade e humildade, descriminação, entre outros que originam conflitos entre todas as pessoas que vivem em comunidade… Os conceitos enumerados são resultado do desenvolvimento da mente humana e da formação de cada personalidade… São como uma reacção em cadeia que tem como único objectivo, a defesa pessoal e o ataque intencional, como um instinto de sobrevivência… A meu ver, o ser humano não é perfeito porque é racional e pensa de formas diferentes e o “diferente” é algo que normalmente não é bem aceite na sociedade, é algo que o ser humano ainda está a aprender a aceitar...
   A personalidade é também uma grande influência sobre as acções que são realizadas. Antes de qualquer tomada de atitude, o ser humano pensa bem, ponderando tudo: todas as hipóteses e todas as consequências… No entanto, depois dessa ponderação, pode ou não tomar a atitude certa ou fazer a escolha correcta… Todas as atitudes ou escolhas que temos a tomar, de alguma forma irão afectar o próximo… Se uma decisão for tomada de forma errada poderá gerar uma “guerra” a longo prazo! Todos os dias ao acordar, confrontamo-nos com uma realidade: a de que o dia anterior passou, deu-se por terminado e não mais poderemos voltar atrás e refazer as nossas acções ou alterar a nossa escolha, então aprendemos a viver com isso e a tentar dar a volta às consequências futuras dessa acção ou escolha.
   Então tiro uma conclusão: eu posso imaginar o que seria esta sociedade perfeita, tal como acredito que todos nós conseguimos, porém, não creio que o Homem conseguisse criar e pôr em vigor essa mesma Sociedade Ideal, mesmo que se esforçasse muito.

domingo, 13 de novembro de 2011

Será Justo?


   Há imenso tempo que não escrevia, hoje, o meu pequeno dicionário voltou a abrir-se… Afinal depois de tanta revolução na minha vida, focos de luz foram, a pouco e pouco, entrando na minha vida proporcionando-me, finalmente algumas imagens em movimento ao meu redor, que me fazem sorrir…
  Por vezes pensamos em algo, de certa forma comum, como “carinho”, que associamos, mais que ao carinho entre todas as pessoas desde as amizades aos relacionamentos, ao dos pais! Àquele que todas as crianças têm assegurado, ou deveriam ter… Penso que a sensação de ser amado e querido deve ser sentido por todas as crianças e ao olhar o mundo em redor, pergunto: Será que todas as crianças recebem este dito carinho?
  Penso que das famílias mais pobres, às menos, este carinho existe, no entanto, daí surgem outras questões: “Será que as crianças o sentem?” e “Será que os pais o demonstram da melhor forma?”
  A meu ver, por muito que esse desejo de amar exista, nem todos o conseguimos expressar e transmitir de forma a que a outra pessoa o sinta de verdade. Creio que entre pais e filhos esta situação acontece, demais até…
  Como é obvio não estou a pôr em causa a existência deste referido “carinho”, é algo que quero deixar claro, nem mesmo a dizer que somos incapazes de o demonstrar, digo sim que, dependendo de cada um de nós e de cada personalidade este carinho é expressado…
  Existem pessoas orgulhosas sem capacidade para demonstrar afecto por outras, existem outras que tentam e nessa tentativa fracassam, podendo até ferir alguém… Isto não acontece apenas no sentimento, mas também em acções, esta foi a melhor forma que encontrei para exemplificar o tema de que vou falar a seguir…
  Todos nós, em determinadas situações da vida temos que tomar decisões, aquelas que nos farão mais felizes, aquelas que se adequam mais aos nossos sonhos, aquelas que nos ajudam a concretizar os nossos objectivos. Sim, temos direito a isso! E por vezes temos pessoas tão ligadas ao nosso ser e ao nosso viver que, até mesmo nelas deveríamos pensar ao tomar essas mesmas decisões.
   Podemos escolher vias mais fáceis, com que atropelamos tudo e todos apenas em função da nossa felicidade, mas será isto eticamente correcto? Eu não creio que seja… Magoar pessoas inocentes e, por vezes tão novinhas, apenas para obter o que nós desejamos, não é correcto, principalmente quando estas pessoas inocentes e pequeninas são importantes e especiais para nós.
  Depois de tudo, depois da acção executada, eu sei que paira uma pergunta na cabeça do sujeito: “Será que tinha que ser assim? Não haveria outra forma?”, aliás, esta pergunta provavelmente não paira apenas na cabeça do sujeito… Há formas e formas de abordar assuntos, há formas e formas de realizar acções! Então, porque não ponderamos bem os prós e os contras? Porque não decidimos ir por outro caminho, aquele que não irá ferir tanto as pessoas envolvidas? Não encontrei resposta as estas perguntas, pensei muito, durante anos, mas não encontrei… Talvez não haja resposta… Talvez seja apenas a ignorância das pessoas a vir ao de cima…
  Eu não sou ninguém para julgar, não sou ninguém para dizer o que é correcto ou não! Mas, será justo magoar uma criança ao ponto de a deixar psicologicamente de rastos? Será justo oferecer a imagem do seu sofrimento, a quem a rodeia? Será justos ferir tantas pessoas com uma simples acção que, poderia ter sido realizada de outra forma se tivesse sido ponderada com mais calma e precisão?
 Eu julgo que não é justo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"My Love is Like a Star"






The space in between us
Starts to feel like worlds apart
Like I'm going crazy
And you say is raining in your heart
You're telling me nobody's there
To try and fly
But that's just crazy
Cause, I told ya I'm here for good

My love is like a star,
You can't always see me
But you know that I'm always there.
When you still unshining
Take it as mine
And remember I'm always near
If you see a comet
I'm on it
Making my way back home
Just follow the glow
It won't be long
Just know that you're not alone

I tried to build the walls
To keep you safe when I'm not around
But as soon as I'm away from you
You say they come tumbling down
But it's not about the time
That we don't get to spend together
It's about how strong our love is
When I'm gone and it feels like forever...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um Olhar sobre o Viver!



    Num destes dias, sentada num banco de jardim perto da estrada… À minha frente existia uma estrada bastante recta que se prolongava e que terminava numa interessante rotunda. Podia ver uma paragem de autocarros e um parque de estacionamento. Ao meu redor existiam vários prédios de várias tonalidades e feitios. As luzes dos candeeiros ainda permaneciam acesas da noite que passara. Do meu lado esquerdo existia um café e um pequeno mercado. O ar ainda estava húmido e o chão molhado da humidade que se pusera, sentia-se o cheiro da brisa do mar e ao longe ouviam-se o romper das ondas e o “grito” das gaivotas. Preparava-se um dia maravilhoso, não existiam nuvens a parar no céu alaranjado, enquanto o sol se erguia muito brilhante e ofuscante, mostrando o seu esplendor, transmitindo uma grande energia.
    Permaneci ali, de pernas cruzadas com um bloco pousado à minha frente e de caneta na mão, observando…
    Fui-me apercebendo das pessoas que iam nessa rua, gradualmente o número de pessoas ia aumentando. Algumas esperavam na paragem de autocarros, que este por ali passasse, certamente para dar inicio a mais um dia de trabalho; outras pessoas dirigiam-se para perto do pequeno mercado, esperando que aquelas duas grandes portas se abrissem dando-lhes permissão a entrar e a encher os seus cestos de compras com produtos certamente com a finalidade de encher  os armários lá de casa ou para o almoço em família de Domingo ou até mesmo para a mesa de aniversario de um dos familiares. Por outro lado, algumas pessoas sentavam-se tranquilamente e comodamente no simpático café, faziam o pedido e pegavam no jornal analisando-o muito bem, como se fossem ali ficar eternamente.
   Tal como as pessoas, os carros também foram surgindo ocupando aquelas estradas, exibindo cada personificação. De todas as marcas e modelos, cada um ao seu ritmo, cada um com o seu destino!
   Ouvia-se o som destas tecnologias, os passos das pessoas e os sons distorcidos das suas conversas, ouviam-se os latidos dos cães que passavam, alguns que vagueavam apenas, outros que passeavam os seus donos, o som da maquina registadora do pequeno mercado, as gargalhadas das crianças que passavam correndo na frente das suas grandes famílias, as portas dos prédios ao serem abertas e o pequeno ruído ao fechar, estores a subir e pequenos zumbidos de insectos voadores.
  A brisa trazia o odor a orvalho da manhã, à erva cortada, às flores dos canteiros e trazia também o cheiro bom dos pequenos-almoços, acabados de preparar, que se escapava pelas janelas entreabertas.
  Finalmente, o autocarro leva as pessoas cansadas de esperar. As compras são terminadas, sendo agora levadas em frágeis sacos de plástico. O jornal parece ter perdido o interesse.
  E este espectáculo repete-se até que anoiteça e parece que o mundo pára, sendo esta situação quebrada apenas por um grupo de pessoas que, ocasionalmente, passa sobre efeitos do álcool ou por um carro que passa a maior velocidade.
  Tanto aconteceu, tantos pormenores poderiam ter sido registados nesta realidade que é o dia-a-dia. Com o regresso às aulas e com a reflexão nestas mesmas, pergunto: Será que alguém mais parou para pensar nisto?
   Porquê? Uma rotina tão elaborada em função de quê? Será que sempre foi assim? Se não, porque mudou? Porque têm os nossos dias esta pequena ordem? Por que é seguida por todos?
  Afinal, a conclusão que tiro é apenas de que, tanto humanos como animais, mesmo com as suas diferenças, procuram a sobrevivência à sua maneira. O Homem tenta encontrar o sentido da sua existência e qual a sua função. Provavelmente nem toda a sua espécie o faz, limita-se a seguir esta rotina sem se questionar, outros gostariam de o saber mas pouco ou nada pensam a cerca deste tema tão polémico, enquanto que o animal não é racional a este ponto.
   Então, pergunto-me ainda: Será que um dia iremos conseguir abrir os nossos horizontes ao ponto de ensinar as gerações seguintes a olhar em redor com outros olhos? Com olhos de ver!? Para uma outra realidade? Aprenderão a procurar respostas por si próprias?
  Eu realmente gostaria de acreditar que sim.